Perder um dente é mais comum do que parece — e a decisão sobre o que fazer a seguir é mais urgente do que a maioria das pessoas assume. Este artigo apresenta as quatro opções reais, incluindo a de não fazer nada, com o que cada uma implica.
Primeiro: porque não deve simplesmente ignorar
O espaço deixado por um dente não fica estático. Ao longo dos meses e anos:
- Os dentes vizinhos inclinam-se para o espaço, criando zonas difíceis de higienizar e desalinhamentos
- O dente antagonista extrui — desce ou sobe à procura de contacto que já não existe, podendo perder suporte
- O osso reabsorve, com perda mais acentuada no primeiro ano
- A mastigação desloca-se para o lado oposto, sobrecarregando-o
- Em dentes visíveis, há impacto estético e, frequentemente, na fala
O resultado é que um caso simples se transforma, com o tempo, num caso complexo: onde bastaria um implante, passa a ser preciso enxerto ósseo, ou até ortodontia prévia para reabrir o espaço perdido.
Opção 1 — Implante dentário
Um parafuso de titânio substitui a raiz e recebe uma coroa em cerâmica.
A favor: é a única opção que preserva o osso, por transmitir estímulo mecânico como uma raiz natural; não toca nos dentes vizinhos; durabilidade de décadas; higiene igual à de um dente natural.
Contra: exige cirurgia e um período de osteointegração de 3 a 6 meses; custo inicial superior; contraindicado ou condicionado em alguns quadros clínicos.
Custo: 1.200€-1.800€ (implante + coroa). Detalhes em preço de implantes em Lisboa.
Opção 2 — Ponte fixa
Uma prótese de três elementos, apoiada nos dois dentes vizinhos, que são desgastados para receber coroas.
A favor: tratamento rápido, tipicamente em semanas; sem cirurgia; boa estética e função; custo inicial semelhante ou inferior ao implante.
Contra: exige desgastar dois dentes saudáveis — um custo biológico irreversível; não impede a reabsorção óssea sob a ponte; a higiene sob o elemento intermédio exige técnica específica.
Faz particular sentido quando os dentes vizinhos já estão coroados ou muito restaurados — nesse caso, não se está a sacrificar estrutura sã. Comparação detalhada em implante ou ponte dentária.
Opção 3 — Prótese parcial removível
Uma prótese com ganchos que assenta nos dentes remanescentes.
A favor: a opção mais acessível; sem cirurgia; permite substituir vários dentes em simultâneo; reversível.
Contra: menor estabilidade e conforto; ganchos podem ser visíveis; não preserva o osso; exige remoção para higiene; os ganchos podem sobrecarregar os dentes de apoio ao longo do tempo.
É frequentemente a escolha certa como solução transitória, ou quando há limitações clínicas ou orçamentais claras.
Opção 4 — Não substituir
Legítima em situações específicas: sisos (que raramente precisam de substituição), alguns casos de segundos molares sem antagonista, ou situações em que o plano global aponta para outra solução mais tarde.
Fora destes casos, "não fazer nada" é normalmente adiar uma decisão que fica mais cara e mais complexa com o tempo.
Como decidir bem
A escolha depende de fatores que só uma avaliação identifica: estado dos dentes vizinhos, volume e qualidade do osso, saúde periodontal, hábitos como tabaco e bruxismo, e o plano a longo prazo para a boca no seu conjunto — não apenas para aquele espaço.
Na consulta de avaliação, com radiografia e, quando indicado, TAC 3D, apresentamos as opções aplicáveis ao seu caso com orçamento discriminado para cada uma. A decisão é sua, com informação completa e sem pressão.
Veja as nossas páginas de implantologia e All-on-4, ou o artigo sobre prótese fixa vs removível se perdeu vários dentes.
Este tema tratado na clínica
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