"Se 4 implantes são bons, 6 são melhores" — parece lógico, mas está errado. A escolha entre All-on-4 e All-on-6 não é uma questão de "mais é melhor": é uma decisão anatómica, tomada com base no TAC 3D. Este artigo explica quando cada técnica faz sentido.
As duas técnicas em resumo
All-on-4: arcada completa fixa sobre 4 implantes — 2 verticais anteriores + 2 posteriores angulados até 30°. A angulação é a genialidade da técnica: permite usar implantes mais longos no osso disponível, evitando o seio maxilar (em cima) e o nervo dentário (em baixo), dispensando enxertos na maioria dos casos.
All-on-6: o mesmo conceito com 6 implantes, geralmente mais verticais. Maior distribuição de carga, maior redundância — mas exige mais volume ósseo bem distribuído.
Quando o All-on-4 é a escolha certa
- Reabsorção óssea moderada a acentuada (o cenário mais comum em quem perdeu dentes há anos)
- Necessidade de evitar enxertos e elevações de seio (menos cirurgia, menos custo, menos tempo)
- Prioridade à carga imediata — dentes fixos no próprio dia
- Orçamento mais contido sem comprometer o resultado
Quando o All-on-6 se justifica
- Osso abundante e de boa qualidade em toda a arcada
- Maxila superior com osso mole (tipo III/IV), onde mais pontos de apoio aumentam a segurança
- Bruxismo ou forças mastigatórias muito elevadas
- Preferência por redundância: a falha de 1 implante em 6 é mais tolerável do que em 4
O que diz a evidência
Estudos de longo prazo do protocolo All-on-4 (incluindo as séries originais de Lisboa com seguimento superior a 10 anos) mostram taxas de sobrevivência de implantes de 94-98% e de próteses acima de 99%. O All-on-6 apresenta resultados equivalentes quando bem indicado. A conclusão da literatura é consistente: a indicação correta pesa mais do que o número de implantes. Um All-on-6 espremido em osso insuficiente é pior do que um All-on-4 bem planeado.
Preço — o que muda
| All-on-4 | All-on-6 | |
|---|---|---|
| Implantes por arcada | 4 | 6 |
| Cirurgia + provisória | 5.000–9.000€ | 6.500–11.000€ |
| Necessidade de enxerto | Rara | Mais provável |
| Carga imediata | Sim, na maioria | Sim, quando estabilidade permite |
Como se decide na prática
Na avaliação, o TAC 3D mede o osso em altura, largura e densidade, zona a zona. Com esses dados, a decisão torna-se objetiva: se 4 implantes alcançam estabilidade e distribuição adequadas, o All-on-4 é a escolha eficiente; se a anatomia pede mais suporte, propomos All-on-6 — e explicamos porquê, com as imagens à frente.
Conheça a nossa página de All-on-4 e compare preços no artigo All-on-4 em Lisboa: quanto custa.
Este tema tratado na clínica
Se quiser passar da informação ao caso concreto:
Ficou com uma dúvida sobre o seu caso?
Deixe o contacto. A equipa liga de volta para esclarecer e, se fizer sentido, marcar uma avaliação.